sábado, 25 de setembro de 2010

RAPPER 50 CENT CONTA SUA HISTÓRIA EM "A 50ª LEI"

Curtis Jackson, conhecido mundialmente como o rapper e empresário 50 Cent, está lançando um livro conjuntamente com o autor Robert Greene, especialista em obras estratégicas e motivacionais, onde narra sua história e trajetória de vida, os caminhos para sair do crime e da marginalidade, e como saiu dessa vida através da música, atingindo o sucesso mundial.
Cercado pela miséria e pobreza, o primeiro contato de Jackson com o tráfico de drogas foi aos 11 anos; traficantes e marginais tornaram assim, as únicas pessoas ricas e bem sucedidas que ele conhecera. Revertendo a seu favor, utilizava o dinheiro que conseguia com o tráfico como renda para investir na sua carreira musical.
Tamanha determinação fez com que fosse contratado pela gravadora Columbia, dedicando-se ao trabalho e composições. Em 2000, sofreu um atentado, sendo alvejado por oito tiros, como se o passado lhe batesse novamente à porta para atormentá-lo.
Em "A 50ª Lei" Greene ressalta as lições de superação tiradas da experiência de Jackson e as influências que o ajudaram a focar sua energia, criatividade emotivação. Líderes como Franklin Roosevelt, Napolão Bonaparte e Malcom X são alguns nomes que o inspiraram e são citados no livro.
Depois de alcançar sucesso como cantor, Curtis Jackson diversificou seus negócios e hoje tem sob seu comando a produção de CDs, videogrames e roupas.
No livro, 50 Cent narra sua história, enquanto Greene ressalta as lições de vida que podem ser retiradas da história do músico, comparando a estrutura do mundo corporativo à organização do tráfico de drogas.
O livro "A 50ª Lei" já está à venda e é distribuído através da Editora Rocco. Vale a pena a leitura!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

RAHEEM DEVAUGHN E SEU RECENTE ÁLBUM "THE LOVE & WAR MASTERPEACE"

Em seu terceiro álbum, o cantor de Neo-Soul Raheem Devaughn continua o legado de artistas legendários como Marvin Gaye, Curtis Mayfield e Sam Cooke, que se estabeleceram nos anos 60 e 70. O sugestivo título do recente álbum de Raheem, lançado em março de 2010 “The Love & War Masterpeace), separa uma linha tênue entre política e entretenimento. Marvin, Curtis and Sam, todos conseguiram equilibrar de alguma maneira esses dois elementos em suas músicas, e apesar da tentativa de Raheem não ser exatamente a batida perfeita, ainda assim é uma bem vinda mudança  justamente nesse momento em que há uma quantidade absurda de letras vazias e superficialidade nos álbuns de black music da atualidade.
Muitos artistas de R&B/Soul já intitularam seus álbuns como Love & War, incluindo Amerie, Daniel Merriweather e Angie Stone,  porém  “Love & War Masterpeace” provavelmente,  é o que melhor corresponde ao título.  O álbum é uma mistura de doces canções de amor com meio amargas sobre guerra, em ambos os sentidos, literal e figurativo. Algumas canções falam sobre combates internacionais, outras sobre a guerra física e mental nas batalhas da vida cotidiana.
“Love & War Masterpeace se destaca da maioria dos álbuns de R&B/Soul contemporâneo”, palavras do Dr. Cornell West (que faz a introdução da sétima faixa do álbum) professor, filósofo, autor, crítico, escritor e importante ativista dos  direitos humanos e acrescenta que “Raheem Devaughn é o melhor cantor soul de sua geração”, continuando o legado de Donny Hathaway, Isaac Hayes, Nina Simone, Bob Marley e tantos outros cantores ativistas.
E embora não haja dúvidas que Raheem Devaughn está entre os melhores cantores de soul da atualidade  (assim como Maxwell, Anthony Hamilton e outros poucos), ele ainda não atingiu o patamar criativo de muitos de seus antecessores durante sua carreira, mas já dá pra notar que é só uma questão de tempo. Apesar disso, Raheem gravou a melhor música de sua carreira, a primeira faixa do álbum “Bulletproof”, com participação do rapper Ludacris. A canção é sobre guerras internacionais e a violência urbana, é o tipo raro de canção que consegue ser  triste e divertida ao mesmo tempo.
Vale a pena citar também o hino anti-guerra da faixa “Nobody Wins A War”, com convidados- estrelas de primeira grandeza como Jill Scott, Bilal, Dwele, Chrisette Michele, Chico Debarge e outros, além da faixa “Revelations 2010” com a participação de Damian Marley.
O álbum está maravilhoso, com o repertório fino de Raheem Devaughn, em suas românticas canções sobre ‘making love’ como, “Mr. Right”, “My Wife” e “B.OB”, essa última é sigla de ‘battery-operated boyfriend ‘(vibrador).

RAHEEM DEVAUGHN - MR. RIGHT

RAHEEM DEVAUGHN - Bulletproof (feat. Ludacris) [Music Video]

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

TUPAC SHAKUR - 14 ANOS SEM O ÍCONE DO GANGASTA RAP

O dia de hoje marca 14 anos da morte de Tupac Shakur (13/09/1996) que ocorreu em Las Vegas, na saída de uma luta de Mike Tyson, baleado por pistoleiros desconhecidos, motivo pelo qual cerca sua morte, até os dias de hoje, de muitos mistérios, levando muita gente a questionar se ele realmente haveria morrido.


Tupac, que nasceu no Brooklyn (NYC), deixou um legado de fãs aos 25 anos de idade, A poesia de suas letras de suas músicas contava o cotidiano e a dura realidade dos jovens negros do mundo todo.

O lado gangasta de Tupac era muito forte e usado para expor sua imagem de forma negativa. Ele sempre enfatizou que aquela (gangasta lifestyle) não era sua vida, que estava apenas vendendo álbuns.

Tupac descobriu seus dons para escrever canções e poesias aos 12 anos. Aos 15, começou a escrever suas próprias letras e aos 20 anos, Shakur já tinha sido preso oito vezes, ficando 8 meses recluso, condenado por abuso sexual.

Em 1994, levou cinco tiros durante um roubo e se recuperou milagrosamente de seus ferimentos.

O álbum mais vendido da carreira de Tupac Shakur foi “All Eyez On Me”, que vendeu mais de 6 milhões de cópias. Além disso, atuou em filmes como “Gridlock iria”, “Bala” e “Quadrilha Relacionada”.

Apesar de uma vida inteira conturbada, povoada por muitas encrencas e dificuldades, inegavelmente Tupac Shakur foi a voz, o professor e o representante de toda uma geração.

2pac-Tupac All Eyez On Me